domingo, 19 de junho de 2011

Relatório Gestar II


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR – GESTAR II
Professora Formadora: Maristela Pires de Lima
Professor Cursista: Joelma Boff Pansera
Unidade Escolar: Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Eldy Maria Pansera
Data: 31/05/11

Relatório - Atividade da unidade 4 TP1

Síntese da unidade do TP1


Série em que aplicou a atividade:7ª série
Turma:71
Atividade desenvolvida: Intertextualidade
Página(s):144

Descrever a momentos ou ações da aplicação, metodologias, estratégias.

Na aplicação da atividade desta unidade com os alunos da 7ª série foi utilizado e apresentado um filme com o objetivo de introduzir o tema “bullying” para os alunos.
Após os alunos terem assistido ao filme comentamos e debatemos sobre o tema apresentado, momento em que os alunos expressaram seus pontos de vista e ideias.
Em seguida, foi respondido um questionário relacionado ao filme.
Após os alunos, em grupo, produziram um resumo do filme assistido adaptando o final ao seu modo, ou seja, eles tiverem que fazer um final diferente para o filme.
Por fim, cada grupo expôs o seu trabalho final para a turma.




Adicionar em seu relatório aspectos mais interessantes e/ou pontos positivos na realização da transposição didática.


Adicionar em seu relatório aspectos negativos e/ou dificuldades na realização da transposição didática.


Elencar os conteúdos trabalhados na atividade sugerida relacionando ao TP.




Apresentar uma breve avaliação da atividade aplicada.




Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Eldy Maria Pansera
TRABALHO DE LÍNGUA PORTUGUESA SOBRE O FILME: BULLYING         

NOME:.......................................................... SÉRIE: 71   DATA:.................. PROF: Joelm@


1. Fale sobre o título do filme “BULLYING: Provocações sem limites”?

2. Qual o assunto principal do filme?

3. No decorrer do filme acontece uma palestra na escola sobre Bullying. Como o palestrante caracteriza o Bullying?

4. Que agressões Jordi sofre no decorrer do filme?

5. Caracterize o adolescente “Jordi” fisicamente e psicologicamente.

6. Agora caracterize o principal agressor “Nacho” fisicamente e psicologicamente.

7. De acordo com o filme quais são os motivos pelos quais Jordi não conta que está sendo vítima de assédio na escola e fora dela?

8. Você concorda com a atitude de Jordi em não contar o que está acontecendo com ele? Justifique.

9. Em nossa escola há casos de Bullying? De que tipo?

10. No filme há uso de drogas? Justifique sua resposta.

11. Descreva a cena mais triste do filme, na sua opinião.

12. Descreva a cena mais humilhante do filme, na sua opinião.

13. Esse filme denota uma triste realidade da maldade do ser humano. O que você aprendeu  com esse filme e que lição de vida você pode tirar dele?


* Trabalho em grupo:

Mudando o final do filme

Faça um resumo do filme assistido mudando o final da história.









sexta-feira, 17 de junho de 2011

O MÉDICO FANTASMA

O MÉDICO FANTASMA

Esta história tem sido contada de pai para filho na cidade de Belém do Pará. Tudo começou numa noite de lua cheia de um sábado de verão.
Dois garotos conversavam sentados na varanda da casa de um deles.
— Você acredita em fantasma? — perguntou o mais novo.
— Eu não! — disse o outro.
— Acredita sim! — insistiu o mais novo.
— Pode apostar que não — replicou o outro.
— Tudo bem. Aposto minha bola de futebol que você não tem coragem de entrar no cemitério à noite.
— Ah, é? — disse o garoto que fora desafiado. Pois então vamos já para o cemitério, que eu vou provar minha coragem.
Assim, os dois garotos foram até a rua do cemitério. O portão estava fechado. O silêncio era profundo. Estava tão escuro... Eles começaram a sentir medo.
Para ganhar a aposta, era preciso atravessar a rua e bater a mão no portão do cemitério. O garoto que tinha topado o desafio correu. Parou na frente do portão e começou a fazer careta para o amigo. Depois se encostou ao portão e tentou bater a mão nele. Foi quando percebeu que ela estava presa.
— Socorro! Alguém me ajude! — ele gritou, desmaiando em seguida.
Nisso apareceu um velhinho vindo do fundo do cemitério, abriu o portão e chamou o outro menino.
— Seu amigo prendeu a manga da camisa no portão e desmaiou de medo. Coitadinho, pensou que algum fantasma o estivesse segurando.
O garoto reparou que o velhinho era muito magro, quase transparente.
— Obrigado. Como é que o senhor se chama?
— Eu sou o médico daqui. Vou acordar seu amigo.
O velhinho passou a mão na cabeça do menino desmaiado e ele despertou na mesma hora.
— Vão pra casa, meninos — ele disse. Já passou da hora de dormir.
E foi assim que os meninos perceberam que tinham conhecido um fantasma e entenderam que não precisavam ter medo de fantasmas, pois esses, apesar de misteriosos, são do bem.

Heloísa Prieto. “Lá vem história outra vez: contos do folclore mundial”. São
Paulo. Cia das letrinhas, 1997 (texto adaptado para fins didáticos).


INTERPRETANDO O TEXTO

1) Assinale a alternativa correta:
a) No início do texto, onde estavam os personagens?
( )Os garotos estavam na escola, brincando no recreio.
( )Os garotos estavam na porta do cemitério.
( ) Os garotos estavam sentados na varanda na casa de um deles.

b) Por que os meninos decidem ir ao cemitério?
( ) Para acompanhar um enterro.
( ) Devido a uma aposta que fizeram valendo uma bola de futebol.
( ) devido a uma aposta que fizeram valendo uma bola de basquete.

c) O que era necessário para ganhar a aposta?
( ) Atravessar a rua e bater a mão no portão do cemitério.
( ) Atravessar a rua e entrar no cemitério.
( ) Atravessar a rua e chamar pelos fantasmas pelo portão do cemitério.

d) Depois de se encostar no portão, o que aconteceu ao garoto?
( ) Sua mão ficou presa no portão, mas ele conseguiu se soltar rapidamente.
( ) Sua mão ficou presa, ele gritou e desmaiou em seguida.
( ) Sua mão ficou presa, ele ficou mudo e desmaiou em seguida.

2) O médico fantasma é uma história sobre medo, um “Conto de assombração”. Descreva o momento mais assustador da história.

3) Você ficou com medo? Por quê?

4) Como os meninos perceberam que o velhinho era um fantasma?

5) Por que será que o desafio era ter que ir ao cemitério à noite? Você aceitaria este desafio?Por que?

6) Você já passou por uma situação assustadora? Era um medo real ou imaginário? Conte aqui a sua história.
Carlos Drummond de Andrade

Poema de sete faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. 

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos. 

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada. 

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos , raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode. 

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco. 

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo,
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração. 
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo

SENSACIÓN DE OLOR
FRAGANCIA
de lilas...

Claros atardeceres de mi lejana infancia
que fluyó como el cauce de unas aguas tranquilas.

Y después un pañuelo temblando en la distancia.
Bajo el cielo de seda la estrella que titila.

Nada más. Pies cansados en las largas errancias
y un dolor, un dolor que remuerde y se afila.

...Y a lo lejos campanas, canciones, penas, ansias,
vírgenes que tenían tan dulces las pupilas.

Fragancia
de lilas...

                                         Pablo Neruda

ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS


EXERCÍCIOS SOBRE ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS
  1. Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo:
      a) ajoelhar / antebraço / assinatura
      b) atraso / embarque / pesca
      c) o jota / o sim / o tropeço
      d) entrega / estupidez / sobreviver
      e) antepor / exportação / sanguessuga
     
2.  A palavra "aguardente" formou-se por:
      a) hibridismo                  d) parassíntese
      b) aglutinação                e) derivação regressiva
      c) justaposição
   
 3. Que item contém somente palavras formadas por justaposição?
      a) desagradável - complemente
      b) vaga-lume - pé-de-cabra
      c) encruzilhada - estremeceu
      d) supersticiosa - valiosas
      e) desatarraxou - estremeceu
     
4. Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese:
      a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer
      b) solução, passional, corrupção, visionário
      c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente
      d) biografia, macróbio, bibliografia, asteróide
      e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo
     
5. As palavras couve-flor, planalto e aguardente são formadas por:
      a) derivação 
      b) composição
      c) prefixação
     
6. Assinale a alternativa em que uma das palavras não é formada por prefixação:
      a) readquirir, predestinado, propor         d) irrestrito, antípoda, prever
      b) irregular, amoral, demover                 e) dever, deter, antever
      c) remeter, conter, antegozar

7. A palavra resgate é formada por derivação:
      a) prefixal                      d) parassintética
      b) sufixal                       e) imprópria
      c) regressiva

8. Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso de derivação parassintética?
      a) Lá vem ele, vitorioso do combate.
      b) Ora, vá plantar batatas!
      c) Começou o ataque.
      d) Assustado, continuou a se distanciar do animal.
      e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar.

9. Indique o processo de formação das palavras abaixo, dê o significado delas e escreva quais palavras ou morfemas que constituem esses novos termos.
a)    Desmentir
b)    Esmiuçar
c)     Beija-flor
d)    Cabisbaixa
e)    Alviverde
f)     Claraboia

10. Indique o processo de formação das seguintes palavras do texto:
a)    Mula-sem-cabeça
b)    Miudeza
c)     Encruzilhada
d)    Vadiagem
e)    Pontaria
f)     Onça-pintada
g)    lobisomem

Namoro


NAMORO
Luís Fernando Veríssimo

O melhor do namoro, claro, é o ridículo. Vocês dois no telefone:
            - Desliga você.
            - Não, desliga você.
            - Você.
            - Você.
            - Então vamos desligar juntos.
            - Tá. Conta até três.
            - Um...Dois...Dois e meio...
            Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que vocês tinham um para o outro, lembra?, eram ridículos. Ronron. Suzuca. Alcizanzão. Surusuzuca. Gongonha. (Gongonha!) Mamosa. Purupupuca...
            Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras no sofá, olho no olho, dizendo.
            - As dondozeira ama os dondonzeiro?
            - Ama.
            - Mas os dondonzeiro ama as dondonzeira mais do que as dondonzeira ama os dondonzeiro.
            - Na-na-não. As dondonzeira ama os dondonzeiro mais do que etc..
            E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos, beijos mais do que de língua, beijos de amígdalas, beijos catetéticos. Tardes inteiras. Confesse: ridículo só porque nunca mais.
            Depois do ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, como quem não quer nada, arquitetou um encontro casual com a ex ou o ex só para ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para ver e ignorar, ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele agora significa tão pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo.
            E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se reconciliar depois, lembra? Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas.
            Na última briga deles, a Suzana conseguiu fazer chegar aos ouvidos do Alcyr que estava saindo com outro. Um colega do trabalho. E o Alcyr fez a coisa sensata, o que qualquer um de nós faria. Passou a espionar a Suzana escondido. Começou a faltar a sua aula de especialização em ciências contábeis às 6 para ficar atrás de uma carrocinha de pipoca, vendo se a Suzana saía do trabalho com o outro. Rondava a casa da Suzana. Uma noite, uma sexta-feira, pensou ver a Suzana entrar em casa com um homem - e não viu o homem sair da casa.       Quatro da manhã e o Alcyr abraçado a uma árvore, tremendo de frio, de olho fixo na porta. Todas as luzes da casa apagadas e o Alcyr pensando, quase chorando: não pode ser, não pode ser. Como é que o seu Amorim e a dona Laurita deixam? Eu, eles botavam na rua às onze e meia. O outro, deixam dormir com a Suzana na sua própria cama. Porque a Suzana só podia estar na cama com o outro. Àquela hora, não podiam estar mais no sofá, ela chamando ele de Dondozeiro. Ou podia? Não podia. Podia, não podia, o Alcyr não se agüentou, pulou a cerca, se agachou sob a janela da Suzana, bateu com o joelho em alguma coisa, gritou, e quando o seu Amorim apareceu na porta dos fundos e perguntou "Quem é que está aí?" tentou imitar um cachorro. Não convenceu ninguém, claro, tanto que, dez minutos depois, estava sentado na mesa da cozinha, tiritando, as calças sujas de barro, tomando o café da dona Laurita com uma mão, e o outro braço em volta da cintura de Suzana. Sim, reconciliados, abraçados, emocionados. Pois Suzana se enternecera com o ciúme do seu Ipsilonezinho. Não havia outro nenhum, ela fora à farmácia com o pai, o homem que ele vira entrar em casa com ela era o seu Amorim, bobo! Mas o que realmente conquistara Suzana fora o ganido do Alcyr, tentando imitar um cachorro. Só um homem muito apaixonado faria um ridículo daqueles. Em dois meses estavam casados.
            Até hoje a Suzana conta a história do Alcyr ganindo no quintal, por mais que ele peça para ela não contar. As crianças já cansaram de ouvir a história, os amigos ouvem um pouco sem jeito. E a Suzana e o Alcyr não se tratam mais por apelidos. Quando fala nele, ela diz "Esse daí". Mas que foi bom, foi.

Trabalhando com o texto:
1) Encontre, no texto, palavras que signifiquem:
a) equilibrada ____________________________________________________
b) uivo: _________________________________________________________
c) exaltação, máximo: _____________________________________________
d) tremendo: _____________________________________________________
e) glorificação: ___________________________________________________                       


2) O que o personagem quis dizer com a expressão “que horas tu larga”?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3) O extremo do ridículo, segundo o narrador foi:
a) imitar um cachorro para não ser descoberto        
b) abraçar uma árvore.
c) convidá-la para um chope.                                         
d) apelidar a pessoa amada.
e) transar para fazer as pazes.

2) No texto, considera-se que o melhor do namoro é o ridículo associado
a) aos apelidos carinhosos.          c) às mentiras inocentes.             e) aos telefonemas intermináveis.
b) às reconciliações felizes.         d) às brigas por amor.

3) O que é, segundo o narrador do texto, melhor do que as brigas?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________


ATIVIDADES GRAMATICAIS
1) Sublinhe os verbos nas frases a seguir e classifique-os. Em seguida, circule os complementos verbais, classificando-os também.
a) “O ipsilone no nome lhe dava uma certa segurança.”

b) “Desliga você.”

c) “Só um homem muito apaixonado faria um ridículo daqueles.”

d) “Pois Suzana se enternecera com o ciúme do seu Ipsilonezinho.”

e) Alcyr era solteiríssimo.

f) Quando fala nele, ela diz “Esse daí”.

g) “Não interessa.”             

Atividade retirada da internet....

Um pouco de poesia...


Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,

y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Yo la quise, y a veces, ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.

La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.

Como no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.

Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.

La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.

Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.

Mi corazón la busca, y ella no está conmigo

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.

Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.

Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.

Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.

Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta la tuve entre mis brazos,

mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque ésta sea el último dolor que ella me causa,

y éstos los últimos versos que yo le escribo.

Pablo Neruda, Poema 20
 
Quando crescer quero escrever assim como ele...é fascinante...Pablo Neruda é um talento nato...indecifrável...adoro suas poesias....