terça-feira, 7 de maio de 2013

TRABALHANDO O CONTO "MISSA DO GALO", DE MACHADO DE ASSIS


TRABALHANDO O CONTO "MISSA DO GALO", DE MACHADO DE ASSIS

Veja uma sugestão de atividade sobre o conto "Missa do galo", de Machado de Assis.

MISSA DO GALO ( Machado de Assis)
1.Quando ocorre a experiência vivida pelo Sr. Nogueira? Em que noite particularmente?

2.Em que cidade e em que lugar ocorrem os fatos?

3.Quanto tempo transcorre desde o momento em que Conceição entra na sala em que está Nogueira até o momento em que ele sai à rua para ir à missa?

4.Pelas lembranças que são narradas, esse tempo parece ter demorado para passar ou parece ter passado rapidamente?

5.Que tipo de ambiguidade existe no relacionamento entre Conceição e Nogueira?

6.Por que a lentidão narrativa acentua essa ambigüidade?

7.Identifique no texto fatos que comprovem uma intimidade cada vez maior entre Conceição e Nogueira.

8.Observe os espaços ocupados pelas personagens no ambiente. De que forma eles acentuam essa atmosfera de intimidade de atração?

9.Levante hipóteses: que razões poderiam levar Conceição a sentir vontade de viver uma aventura amorosa? E Nogueira?

10. Que fato posterior, relatado no final da história, confirma que Conceição era uma mulher capaz de se interessar por outro homem, depois do marido?

11.Quais dos seguintes fragmentos evidenciam a atração de Nogueira por Conceição:
a)      Que velha o quê, D. Conceição!
b)      Cochichávamos os dois, eu mais que ela, porque falava mais
c)      Mais baixo! Mamãe pode acordar.
d)      A presença de Conceição espertara-me ainda mais que o livro. Ela, que era apenas simpática, ficou linda, ficou lindíssima.

12.Quais dos fragmentos seguintes evidenciam haver pensamentos e sentimentos contraditórios em Conceição?
a)      Cuidei que ia dizer alguma coisa, mas estremeceu, como se tivesse um arrepio de frio, voltou as costas e foi sentar-se.
b)      Depois referiu uma história de sonhos, e afirmou-me que só tivera um pesadelo em criança.
c)      Mais baixo! Mamãe pode acordar. Ela, às vezes, ficava séria, muito séria, com a testa um pouco franzida.

13. É possível dizer que toda a carga de emoções e valores que acompanha as personagens é universal ou particular? Justifique.

14.Identifique um trecho que evidencie aspectos de introspecção psicológica referente a Nogueira.

15. A seguir, são relacionadas as características relativas ao amor e ao herói ou à heroína românticos. Elabore um quadro com as características realistas correspondentes encontradas em Missa do galo.
a)      A mulher amada, para o herói romântico, é sinônimo de beleza e perfeição.

b)      O casamento, no Romantismo, é resultado de um amor profundo e o fim de uma longa trajetória de obstáculos.

c)      O amor está acima de todos os interesses; é a mola-mestra que impulsiona e purifica as ações humanas.

d)      O herói romântico apresenta caráter forte e comportamento íntegro e linear, que raramente se altera ao longo da história.

e)      O herói romântico é um ser especial, dotado de forças ou poderes incomuns.
16. As obras que as personagens lêem retratam um mundo de aventuras, amores e heróis compatíveis com a vida que levam? Que significado, então, deve ter a leitura para elas?

17. A atmosfera de intimidade vai crescendo num percurso de altos e baixo de vaivém, de quebras súbitas, como se espelhasse os movimentos da consciência das personagens, que ora se soltam mais, ora se reprimem. Releia o episódio que, nesse momento, a atmosfera é quebrada e Nogueira sente vontade de ir para a missa. Que associações provavelmente foram feitas pelas duas personagens? 

18. Na sua opinião, ocorreu ou não algum envolvimento amoroso entre Conceição e Nogueira?

A MÚSICA EM SALA DE AULA:


A MÚSICA EM SALA DE AULA: SUGESTÃO DE ATIVIDADE

Trabalhar músicas em sala de aula é um ótimo exercício para trabalhar a compreensão textual, a interpretação, a sensibilidade artística e rever determinados conteúdos gramaticais. Eu elaborei uma atividade com a música CIDADÃO, cantando pelo Zé Ramalho. Vejam como ficou:

Tá vendo aquele edifício moço,
ajudei a levantar
foi um tempo de aflição
eram quatro conduções
duas pra ir, duas pra voltar
hoje depois dele pronto
olho pra cima e fico tonto
mas me vem um cidadão
e me diz desconfiado tu ta aí admirado
ou tá querendo roubar?
Meu domingo está perdido
Vou pra casa entristecido
Dá vontade de beber,
E pra aumentar o meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer

Tá vendo aquele colégio moço?
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Pus a massa fiz cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem pra mim toda contente
Pai vou me matricular
Mas me diz um cidadão
Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar
Essa dor doeu mais forte
Por que que eu deixei o norte?
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
Mais o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer

Tá vendo aquela igreja moço?
Onde o padre diz amém,
Pus o sino e o badalo,
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá sim valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar,
Foi lá que Cristo me disse,
“Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar.
Fui eu quem criou a terra,
Enchi o rio fiz a serra
Não deixei nada faltar.
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar”.


           TRABALHANDO COM TEXTO

  1. Quais os versos que expressam o problema urbano da insegurança pública e desconfiança nas pessoas?

  1. Em que momento o nortista sente mais dor?

  1. Por que o cidadão diz que a criança não pode estudar na escola?

  1. Qual a profissão do nortista antes de ser pedreiro? Que verso revela isso?
Cristo consola o nortista, mas faz uma crítica aos homens. De que se trata?

  1. O que poderia significar a expressão “ Hoje o homem criou asas”?
O nortista chama seus opressores de cidadãos. Isso significa que ele não sabe os nomes desses indivíduos, mas cidadãos também pode significar uma crítica presente nessa letra. Que crítica ou críticas são essas?


  1. O eu-lírico usa a linguagem das massas, do povo. Transcreva um verso que comprove essa fala.

  1. A música retrata o drama do imigrante nortista/nordestino. Quais os problemas que trabalhador braçal encontra na cidade grande?

  1. Como se classifica o temo “moço”:
a)      Sujeito   b) aposto    c) vocativo


  1. Transcreva do texto:
a)      Os pronomes:
b)      Os advérbios:

REDAÇÃO: PROPOSTA DE DESCRIÇÃO


REDAÇÃO: PROPOSTA DE DESCRIÇÃO

Nas dissertações, narrações, artigos de opinião ou até mesmo nos poemas, precisamos descrever algo. Para treinar a habilidade descritiva, leia o maravilhoso texto de Jorge Amado e tente fazer o seu próprio texto acerca de sua cidade.

CONVITE

            Ah, moça, esta cidade da Bahia é múltipla e desigual. Sua beleza eterna, sólida como em nenhuma cidade brasileira, nascendo do passado, rebentando em pitoresco cais, nas macumbas, nas feiras, nos becos e nas ladeiras, sua beleza tão poderosa que se vê, se apalpa e cheira, sua beleza de mulher sensual, esconde um mundo de miséria e de dor. Moça, eu te mostrarei o pitoresco, mas te mostrarei também a dor.
            Vem e serei teu guia turístico. Juntos comeremos no Mercado o vatapá apimentado e a doce cocada de rapadura. Mas não te levarei apenas aos bairros ricos, de casas modernas e confortáveis. Iremos nos piores bondes para a Estrada da Liberdade, onde descobrirás a miséria do povo e os  cortiços infames.
            Esse é um estranho guia, moça. Com ele, não verás apenas a casca amarela e linda da laranja. Verás igualmente os gomos podres que repugnam o paladar. Porque assim é a Bahia, mistura de beleza e sofrimento, de fartura e fome, de risos e de lágrimas doloridas. Teus pés pisarão sobre o mármore das igrejas, tuas mãos tocarão o ouro de São Francisco, teu coração pulsará mais rápido ao som dos atabaques. Mas moça, estremecerás também muitas vezes e teu coração se apertará de angústia ante a procissão fúnebre dos tuberculosos na cidade de melhor clima e de maior porcentagem de tísicos do Brasil. A beleza habita nesta cidade misteriosa, moça, mas ela tem uma companheira inseparável que é a fome.
            Se és apenas uma turista ávida de novas paisagens, então não queiras esse guia. Mas se queres ver tudo, na ânsia de tudo aprender e descobrir, se queres realmente conhecer a Bahia, então vem comigo e te mostrarei as ruas e os mistérios da cidade de Salvador. Sairás daqui certa de que este mundo está errado e que é preciso refazê-lo para melhor. Porque não é justo que tanta miséria caiba em tanta beleza. Riremos juntos e juntos nos revoltaremos. Qualquer catálogo, livro ou propaganda te dirá quanto custou o Elevador Lacerda, a idade exata da catedral, o número certo dos milagres do Senhor do Bonfim. Mas eu te direi muito mais. Junto com a beleza e com poesia te direi da dor e da miséria.      
Vem, a Bahia te espera. É uma festa e também um funeral. Vou mandar que batam os atabaques e os barcos partam rumo ao mar. A doce brisa, os ventos e palma dos coqueiros te saudarão das praias.
Vem, a Bahia te espera!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Crônica

Crônica

O gênero textual crônica (Heloisa Amaral* )
A crônica contemporânea é um gênero que se consolidou por volta do século XIX, com a implantação da imprensa em praticamente todas as partes do planeta. A partir dessa época, os cronistas, além de fazerem o relato em ordem cronológica dos grandes acontecimentos históricos, também passaram a registrar a vida social, a política, os costumes e o cotidiano do seu tempo, publicando seus escritos em revistas, jornais e folhetins. Ou seja, de um modo geral, importantes escritores começam a usar as crônicas para registrar, de modo ora mais literário, ora mais jornalístico, os acontecimentos cotidianos de sua época, publicando-as em veículos de grande circulação.
Os autores que escrevem crônicas como gênero literário, recriam os fatos que relatam e escrevem de um ponto de vista pessoal, buscando atingir a sensibilidade de seus leitores. No registro da história social, assim como na escrita das crônicas, um dos objetivos é mostrar a grandiosidade e a singularidade dos acontecimentos miúdos do cotidiano.
Ao escrever as crônicas contemporâneas, os cronistas organizam sua narrativa em primeira ou terceira pessoa, quase sempre como quem conta um caso. Ao narrar, inserem em seu texto trechos de diálogos, recheados com expressões cotidianas.
Escrevendo como quem conversa com seus leitores, como se estivessem muito próximos, os autores os envolvem com reflexões sobre a vida social, política, econômica, por vezes de forma humorística, outras de modo mais sério, outras com um jeito poético e mágico que indica o pertencimento do gênero à literatura.
Há, atualmente, diferentes estilos de crônicas, associados ao perfil de quem as escreve. Todos os estilos, porém, acabam por encaixar-se em três grandes grupos de crônicas: as poéticas, as humorísticas e as que se aproximam dos ensaios. Estas últimas têm tom mais sério e analisam fatos políticos, sociais ou econômicos de grande importância cultural.
PNEU FURADO

O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.
Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo
"Pode deixar". Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco? - perguntou o homem.
- Não - respondeu a moça.
- Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
- Não - disse a moça.
- Vamos usar o meu - disse o homem.
E pôs-se a
trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
- É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
- Coisa estranha.
- É uma compulsão. Sei lá.

(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).

Dissertação

Dissertação

Dissertação.  Dissertar é:
I. Expor um assunto, esclarecendo as verdades que o envolvem, discutindo a problemática que nele reside;
II. Defender princípios, tomando decisões
III. Analisar objetivamente um assunto através da sequência lógica de ideias;
IV. Apresentar opiniões sobre um determinado assunto;
V. Apresentar opiniões positivas e negativas, provando suas opiniões, citando fatos, razões, justificativas.
        A introdução de um texto pode ser concebida como o “cartão de visita” do autor, um convite ao leitor / à leitora a participar de maneira harmoniosa ou contrastiva em relação à proposta abordada, além de servir de elemento administrativo e regencial do aspecto global do texto. Por esses motivos, é significativo que a introdução de um texto dissertativo contenha elementos atrativos, objetivos, questionadores e que apresente um matiz distintivo (atrelado ao grau opinativo e/ ou informativo) sobre o que será desenvolvido.
        Um dos quesitos que garantem o bom desdobramento do texto dissertativo é o uso de exemplos, seja para complementar, ratificar ou refutar um tema ou uma ideia preestabelecida. Dessa maneira, a exemplificação possibilita caracterizar e tornar mais acessível e convincente ao leitor o que se afirma ou se nega. O uso de exemplos também certifica ao leitor que o autor é capaz de dissertar sobre temas da atualidade, bem como explorar certo conhecimento de mundo ou certa capacidade intertextual de dialogar com outros assuntos afins.
     Além de retomar ou resumir a ideia/ assunto desenvolvido, a conclusão de um texto dissertativo deve, em geral, oferecer um argumento distintivo em relação ao foco proposto e, dependendo do gênero a ser produzido, deve convencer o leitor a refletir sobre aquele determinado ponto de vista.
www.algosobre.com.br/redacao/dissertacao.html
Avaliação de Produção Textual – 6º ano
1º Trimestre
Nome: ____________________________________________ turma:____   turno: ___________
Profª Cristianne Elisney                                                                       Data: 04/04/2012
NOTA:________                                                                                                        
                                                                                                                                                                           Valor: 10,0
Eu sou as minhas escolhas
“A vida é feita de escolhas. Hoje, você faz suas escolhas, amanhã suas escolhas fazem você. As escolhas que fazemos determinam a nossa vida. Minhas escolhas no passado determinaram quem eu sou hoje, assim como as minhas escolhas do presente, determinam quem eu serei no futuro, ou seja, o que você escolhe hoje, determina quem você é amanhã...Eu sou as minhas escolhas!”  pati Geiger
 

Ø  O relacionamento entre pessoas é a forma como elas se tratam e se comunicam. Quando os indivíduos se comunicam bem, e o gostam de fazer, diz-se que há um bom relacionamento entre as partes. Quando os indivíduos se tratam mal, e pelo menos um deles não gosta de entrar em contato com os restantes, diz-se que há um mau relacionamento. Por meio dessa afirmação e de acordo com o texto e a tirinha acima, organize suas ideias e crie um texto narrativo com os elementos propostos em sala de aula (narrador, personagens, lugar, tempo, enredo). Relate fatos sobre a dificuldade das pessoas se relacionarem ou sobre o bom relacionamento entre elas. Use a criatividade.
Atenção:
*      Lembre-se dos elementos que compõem uma narrativa;
*      Faça um texto de no mínimo 25 linhas e no máximo 30;
*      Cuidado com paragrafação e margens;
*      Observe atentamente a ortografia e pontuação;
*      Passe seu texto a limpo à caneta.                                                                   Boa prova!!!
Avaliação de Produção Textual – 7ª série
1º Trimestre
Nome: ____________________________________________ turma:____   turno: ___________
Profª Cristianne                                                                          Data: 04/04/2012 
NOTA:________                                                                                                        
                                                                                                                                                                           Valor: 10,0
Eu sou as minhas escolhas
“A vida é feita de escolhas. Hoje, você faz suas escolhas, amanhã suas escolhas fazem você. As escolhas que fazemos determinam a nossa vida. Minhas escolhas no passado determinaram quem eu sou hoje, assim como as minhas escolhas do presente, determinam quem eu serei no futuro, ou seja, o que você escolhe hoje, determina quem você é amanhã...Eu sou as minhas escolhas!”

Ø  Depressão é uma palavra frequentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral, às vezes, e tais sentimentos são normais. A depressão é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Por meio dessa afirmação e de acordo com os textos acima, organize suas ideias e crie uma crônica.
Atenção:
*      Lembre-se dos elementos que compõem uma crônica;
*      Faça um texto de no mínimo 25 linhas e no máximo 30;
*      Cuidado com paragrafação e margens;
*      Observe atentamente a ortografia e pontuação;
*      Passe seu texto a limpo à caneta.